A nossa existência, e mesmo a nossa sobrevivência, estão ligadas de modo essencial a um poder imenso: o poder de não reparar nisto e naquilo, de não ver, de não ouvir, de não se lembrar, um poder cuja expansão sempre crescente conduz a uma experiência que nos transporta em surdina, silenciosa, tão vaga como persistente, a experiência de uma consumpção infinita: nós sabemos que estamos sempre a perder.
Maria Filomena Molder, Matérias sensíveis
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