2.7.25
Uma ocorrência da Natureza
27.11.23
Miniaturas e absurdo
A imaginação vale mais que isso. De fato, a imaginação miniaturizadora é uma imaginação natural. Aparece em todas as idades do devaneio dos que nasceram sonhadores. Precisamente, é preciso separar o que diverte para descobrir aí raízes psicológicas efetivas. Por exemplo, poderemos ler seriamente esta página de Hermann Hesse publicada na revista Fontaine (n.° 57, pág. 725). Um prisioneiro pintou na parede de sua cela uma paisagem: um trenzinho entrando no túnel. Quando os carcereiros vêm procurá-lo, ele lhes pede "gentilmente que esperassem um momento para que eu possa entrar no trenzinho da minha tela a fim de verificar aí uma coisa. Como de hábito, eles se puseram a rir, pois me olhavam como a um fraco de espírito. Eu me tornei pequenininho. Entrei em meu quadro, subi no trenzinho que se pôs em movimento e desapareceu na escuridão de um pequeno túnel. Por instantes, percebeu-se ainda um pouco de fumaça em flocos que saía pelo buraco arredondado. Depois essa fumaça desapareceu e com ela o quadro e com o quadro minha pessoa..." Quantas vezes o poeta-pintor, na prisão, não perfurou as paredes por um túnel! Quantas vezes, curtindo seu sonho, não se evadiu por uma fenda da parede! Para sair da prisão, todos os meios são válidos. Precisando-se, o absurdo é capaz de libertar.
31.5.23
Amor, o mal do mundo e a moral da história
27.1.13
Além de palavras (27 de janeiro, dia internacional em memória das vítimas do Holocausto)
A morte por gás durava
entre dez a quinze minutos.
O momento mais atroz era
a abertura da câmara de gás,
essa visão insustentável:
as pessoas, comprimidas como basalto,
blocos compactos de pedra.
Como desabavam fora das câmaras de gás!
Várias vezes assisti a isso.
Era o mais difícil de tudo.
A isso nunca nos habituávamos.
Era impossível.
Sim. É preciso imaginar.
C. Lanzmann