Ainda a respeito do exercício de liberdade de Joseph Ratzinger: afinal a
morte de Deus não é a essência do cristianismo? Afinal esta morte não
implicou abandonar os homens à sua liberdade? E não terá sido contra esta natureza poderosa que se fez a substancial história da igreja católica? A morte de Deus é o que de mais exuberante tem o cristianismo. E isto, que parece blasfemo, é afinal o mais intuitivo. A propósito deste tema, ler esta belíssima crónica de Eduardo Lourenço.
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16.2.13
A liberdade cristã
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13.2.13
Arte imitada
Oscar Wilde, num dos seus ensaios sobre estética, disse que era a vida que imitava a arte, e não o inverso. Deu o exemplo da melancolia moderna, cuja origem remontaria ao acrabunhado Hamlet. Nanni Moretti concede a Wilde mais um exemplo. Para os defensores do postulado da arte pela arte, a vida é ontologicamente deficitária em relação à arte. Isto surgira num tempo durante o qual as artes em geral questionavam cada vez mais a representação e reivindicavam os seus próprios valores, à semelhança do que tanto ciência como ciências sociais faziam.
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